nuves
Projeto de Desenvolvimento de Competências Psicossociais

Mais do que preparar a criança para as aprendizagens do primeiro ciclo, o Jardim de Infância tem também a importante função de potenciar o desenvolvimento de competências emocionais, sociais e interpessoais junto das suas crianças.

O desenvolvimento das competências emocionais é de extrema importância para a eficiência nas interacções socias e na gestão das emoções. Uma criança emocionalmente competente terá relações mais positivas com os pares, por conseguir perceber as emoções manifestas por estes e agir de acordo com isso.

Assim, este projecto surge como uma estratégia de prevenção primária para ajudar as crianças a desenvolverem competências satisfatórias ao nível das relações inter e intrapessoais. Auxilia no desenvolvimento da auto-consciência, do controlo dos impulsos, empatia, escolha de perspectiva, cooperação e resolução de conflitos. Há uma melhoria da adaptação escolar, social e familiar, bem como a diminuição de pensamentos auto-destrutivos e violentos, o que ajuda a construir uma boa auto-estima na criança. Tudo isto constituirá a ferramenta-chave na tentativa de minimizar a vulnerabilidade a várias disfunções. Trata-se de uma intervenção realizada em grupo, o que parece ser eficiente por favorecer a troca de experiências, a reflexão e a discussão de temas, aumentando as possibilidades para que novas atitudes e práticas sejam adoptadas e modeladas pelos seus membros. 

 
Atividades desenvolvidas pela Equipa

Ao longo da intervenção, deve ser dada atenção ao aumento de aquisição de uma grande variedade de competências que permitam às famílias tornarem-se cada vez mais capazes de satisfazer as suas necessidades, através da mobilização dos seus recursos (Dunst, Trivette & Deal, 1994).

Num modelo centrado na família, os profissionais têm de assumir papéis e responsabilidades que, tradicionalmente, não faziam parte da sua profissão e de adquirir novas capacidades que lhes permitam fazer tal empreendimento (Raver e Kilgo, 1991, cit. por Cruz et al., 2003). O processo de desenvolvimento de relações positivas entre técnicos e famílias pode então ser, simultaneamente, complexo e compensador, assumindo um papel central na IP.

É reconhecido, actualmente, que o sucesso da intervenção está intimamente relacionado com a qualidade da relação família-técnico, e que uma relação de colaboração pode melhorar o sentimento de compreensão e apoio, por parte da família. Isto, por sua vez, pode levar a mudanças nas interacções pais-criança e, consequentemente, no desenvolvimento da criança (Kalmanson & Seligman, 1995).

 
Caraterização da ELI

O Decreto-lei 281/2009 cria o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) que tem por objetivo «garantir condições de desenvolvimento das crianças dos 0 – 6 anos, com funções ou estruturas do corpo que limitam a participação nas atividades típicas para a respetiva idade e contexto social ou com risco grave de atraso de desenvolvimento, bem como as suas famílias» (artigo 1º, ponto 1).

A Equipa Local de Intervenção Precoce surge, de acordo com o Despacho Conjunto 891/99, de 19 de Outubro, este projeto foi desenvolvido através de um protocolo entre a Associação Terra Mãe de Alcáçovas, Entidade Promotora e o Centro Distrital de Segurança Social, a Direção Regional de Educação do Alentejo, e a Administração Regional de Saúde do Alentejo, adotando um modelo de funcionamento centrado na família, prestando diferentes apoios junto das famílias/criança. 

A Equipa é constituída por profissionais de diferentes áreas com formação específica e experiência na área do desenvolvimento da criança, nomeadamente, 2 Educadores de Infância, 1 Assistente Social, 1 Psicóloga, 1 Fisioterapeuta, 1Terapeuta da Fala e 1Enfermeira.

O papel e funções destes profissionais são desempenhados dentro de um modelo de trabalho em equipa, constituída por diferentes técnicos (Saúde, Educação e Segurança Social).  

 

 

 
Como pode beneficiar dos Apoios

Como beneficiar deste serviço?

 

A nossa intervenção pode começar logo à nascença ou nos primeiros meses de vida da criança, antes do ingresso da vida escolar (1º ano do 1º ciclo). Qualquer pessoa pode sinalizar, educadores, familiares, vizinhos médicos ou outros. Para tal, basta dirigir – se junto dos profissionais da equipa ou na Sede da mesma. Após a avaliação do caso e de acordo com os “ Critérios de Elegibilidade”, previstos no Dec. Lei 281/de 6 Outubro, assim serão abrangidas ou não as respectivas famílias /criança.

 
Intervenção com a Criança

- Apoio individual

- Apoio no Grupo

- Apoio em visitas domiciliárias

 
Página 1/2 >